Deus ama pessoas Lgbt

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Deus Ama a Humanidade: Uma Perspectiva Teológica sobre Graça e Santidade

1. A Natureza Imparcial do Amor Divino
A premissa fundamental da fé cristã reside na universalidade do amor de Deus. Como ministros do Evangelho, reafirmamos que o Criador nutre um zelo profundo por cada ser humano, independentemente de sua origem, etnia ou orientação. A Escritura é categórica ao afirmar a imparcialidade divina: “Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas” (Romanos 2:11).
Sob a ótica da exegese, o termo grego prosopolempsia (acepção de pessoas) refere-se ao ato de julgar pela aparência externa. Deus, contudo, sonda o coração. Seu amor é uma constante ontológica; Ele ama o pecador com intensidade infinita, embora sua santidade o leve a rejeitar a prática do pecado. Portanto, a distinção entre “hétero” ou “homo”, do ponto de vista do valor inerente da alma para Deus, não altera o acesso à Sua graça oferecida em Cristo Jesus.

2. A Queda e a Dinâmica da Concupiscência
Para compreender a condição humana, a hermenêutica bíblica nos remete ao Gênesis e à entrada do pecado no mundo. A queda de Adão e Eva resultou em uma distorção da natureza humana, introduzindo a concupiscência.
Etimologicamente, o termo deriva do latim concupiscentia, que denota um desejo ardente ou uma inclinação desordenada para bens terrenos e prazeres sensoriais que se desviam do propósito divino. Paulo, em sua epístola aos Gálatas, descreve essa realidade como as “obras da carne”.

O apóstolo lista comportamentos que impedem a herança do Reino de Deus, incluindo:
-Imoralidade sexual: adultério, fornicação e impureza.
-Desvios espirituais: idolatria e feitiçaria.
-Desordens relacionais: inimizades, iras, porfias e invejas.
-Vícios sociais: bebedices e glutonarias.
A lista paulina em 1 Coríntios 6:10 e a revelação de Apocalipse 21:8 reforçam que o pecado, em suas diversas formas — seja a mentira, a avareza, o roubo ou a imoralidade — separa o homem da comunhão plena com o Criador e conduz à “segunda morte”.

3. A Luta Cristã e o Exercício da Vontade
Ser cristão não implica na ausência de desejos ou inclinações, mas na decisão voluntária de obedecer a Deus acima dos impulsos da carne. Deus, em Sua soberania, respeita o livre-arbítrio humano e jamais obriga a criatura à obediência; esta deve ser fruto de um amor responsivo.
Cada indivíduo nasce com inclinações específicas — o que a psicologia moderna pode chamar de predisposições e a teologia chama de “espinhos na carne” ou “inclinações da natureza caída”.
-Exemplo Bíblico de Refreamento: O apóstolo Paulo relata sua própria luta em Romanos 7:19: “Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pretendo”. A vitória não reside na negação da existência da tentação, mas na mortificação desses desejos pelo Espírito.
-A Universalidade da Falha: A mentira, a cobiça e a ira são tratadas com a mesma seriedade teológica que os pecados sexuais. O cristão é chamado a uma vigilância constante, entendendo que a oportunidade de arrependimento e transformação limita-se ao tempo de vida terrena.

4. O Juízo e a Esperança da Redenção
A existência humana possui um caráter de singularidade e urgência. A Escritura desmente qualquer teoria de reencarnação ou múltiplas oportunidades pós-morte ao declarar: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hebreus 9:27).
Compareceremos ante o “Tribunal de Cristo” para prestar contas de nossas ações realizadas por meio do corpo. Contudo, a mensagem bíblica não termina no juízo, mas na provisão da salvação.
Cristo ofereceu-se uma única vez para carregar os pecados de muitos. Em Lucas 24:44-47, o Senhor ressurreto instrui Seus discípulos sobre a necessidade de se pregar o arrependimento e a remissão dos pecados em todas as nações. O arrependimento (metanoia) significa uma mudança de mente e direção.

5. Conclusão: A Paciência de Deus
Deus não deseja a condenação de ninguém. Sua “demora” em exercer o juízo final não é um sinal de negligência, mas de Sua paciência e longanimidade. Ele aguarda que todos cheguem ao conhecimento da verdade e ao arrependimento, pois Seu desejo primordial é que todos sejam salvos.
A jornada do cristão é, portanto, uma caminhada de fé que reconhece o amor incondicional de Deus, aceita Suas ordens como caminho de vida e luta contra as inclinações da carne, visando a herança eterna na luz.

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