O que você está fazendo com o seu tempo ?
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Exegese – A Dinâmica do Perdão e do Amor (Lucas 7:36-50)
1. O Contraste entre a Pecadora e o Fariseu
A exegese do texto de Lucas apresenta dois personagens opostos diante de Jesus: Simão, o fariseu, e uma mulher “de má fama”.
A Falha de Hospitalidade de Simão:
No contexto do Médio Oriente antigo, oferecer água para lavar os pés e um beijo de saudação eram gestos básicos de cortesia. Simão negligenciou todos eles.
Ele via Jesus apenas como um potencial “profeta” a ser testado, e não como o Messias a ser adorado.
A Extravagância da Mulher:
A mulher quebrou protocolos sociais e religiosos ao entrar na casa de um fariseu. Suas ações — chorar sobre os pés de Jesus, enxugá-los com os cabelos e beijá-los — demonstram uma entrega total e humilhação voluntária.
O uso do perfume de alabastro, um item caríssimo, simboliza a oferta do seu “melhor”.
A Parábola dos Dois Devedores
Jesus responde ao pensamento de Simão com uma parábola sobre dois homens que deviam 500 e 50 moedas, respetivamente. Ambos foram perdoados por não poderem pagar.
A conclusão exegética de Jesus no versículo 47 é o pilar do estudo: “O grande amor que ela mostrou prova que os seus muitos pecados já foram perdoados; mas onde pouco é perdoado, pouco amor é mostrado”.
O amor não é a “causa” do perdão, mas a “evidência” e a resposta a ele.
Hermenêutica – O Tempo como o “Perfume” mais Precioso
1. A Identificação com os Personagens
Hermenêuticamente, Quero te desafiar a fazer a pergunta: “Quem sou eu nesta cena? O fariseu ou a mulher?”.
-O Fariseu Moderno:
É aquele que se tornou “grande demais” para chorar ou beijar os pés do mestre. Está focado em apontar os pecados dos outros (“a vida do vizinho”) e em julgar as aparências, esquecendo-se da sua própria necessidade de perdão.
-A Mulher Arrependida:
Representa aqueles que, reconhecendo a imensidão do perdão recebido, não se importam com a opinião pública (“não importa o que vão dizer”).
2. O Alabastro do Século XXI: O Tempo
Podemos atualizar nossa visão e comparar o perfume caríssimo: com o nosso “tempo”.
-Irreversibilidade:
O tempo é o recurso mais valioso porque não volta atrás.
Gastar tempo na presença de Deus orando no secreto, lendo a Palavra e adorando é o equivalente moderno a quebrar o vaso de alabastro.
-Desperdício vs. Investimento:
Desperdiçamos o “perfume” do tempo sendo fariseus preocupados com o amanhã, com bens materiais ou entretenimento (como séries de TV), enquanto Jesus está “ombro a ombro” connosco, aguardando intimidade.
Aplicação Prática – Resgatando a Intimidade no Secreto
1. A Adoração nos Pés e não nas Mãos
A aplicação prática deste estudo convida a uma mudança de postura na oração.
-Buscar os Pés:
Significa buscar a face de Deus por quem Ele é, e não apenas as Suas mãos por aquilo que Ele pode dar (carros, casas, milagres).
-Oração de Humilhação:
Significa “colocar a boca no pó”, chorar como criança e reconhecer que somos apenas “barro e pó”.
2. Intimidade Diária e Constante
O mestre está presente 24 horas por dia .
-Conversas Sinceras:
Manter um diálogo constante com o Pai, desde o “bom dia” até ao “boa noite”, em vez de passar dias sem Lhe falar.
-O Quarto Secreto:
Resgatar o hábito de fechar a porta e buscar a presença do Senhor até sentir o Seu abraço e o Seu calor [[.
Conclusão:
A salvação é um caminho único, e o modo como usamos o nosso tempo revela o destino da nossa eternidade.
Se fomos muito perdoados, devemos amar muito. Esse amor traduz-se em oferecer o nosso tempo o nosso bem mais precioso aos pés dAquele que nos amou primeiro e nos perdoa a cada minuto .
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